• Laís Vargas

Qual foi a melhor coisa que aconteceu hoje?


Na semana passada voltei de férias onde fiquei (quase) totalmente offline por 18 dias.


Ao chegar no Brasil decidi começar um livro leve mas que, ao mesmo tempo, me fizesse voltar à rotina de trabalho.


Escolhi o best-seller Roube Como Um Artista - 10 Dicas Sobre Criatividade, do Austin Kleon. Um livro curtinho que adiei ler por anos (e não faço a mínima ideia o porquê).


Acabei devorando o livro em poucas horas, no mesmo dia em que decidi ler e comprar na Amazon.


Prestes a terminar a leitura, me deparo com um capítulo chamado "Mantenha um diário de bordo".


Quando li logo pensei: ai, que saco!


Sério mesmo, meu "pré conceito" veio à tona e já estava esperando algo motivacional do tipo "conte como foi o dia no seu lindo diário para atrair energia positiva".


Achei que seria algo nesse estilo...


O mais surpreendente foi que, no mesmo dia, eu comecei o meu Diário de Bordo.



Sabe o que isso significa, além de estarmos cheios de "pré conceitos" dentro da gente? Entendi que precisava abrir minha mente e meu coração para novas ferramentas e experiências. Simples assim.


Ao ler esse termo, logo pensei em diário, igual as agendas que eu comprava no início do ano letivo e dois meses depois não fazia ideia de onde ela estava. Isso aconteceu inúmeras vezes, praticamente todos os anos em que estive no colégio. Apesar de amar agendas e cadernos, nunca consegui ter um diário (estou só compartilhando uma frustração pessoal mesmo, não repare, ok?).


Mas o autor fala que o Diário de Bordo não é um diário pessoal e sim um "pequeno livro onde você lista as coisas que faz todo dia".


Ao passar a página (leia-se "apertar a tecla na lateral do meu Kindles Oasis") me deparei com um grande box em destaque:


"Se você se pergunta 'Qual foi a melhor coisa que aconteceu com você hoje?', isso força um tipo de retrospectiva agradável, que vem das coisas sobre as quais você poderia escrever, coisas nas quais, de outro jeito, você não teria pensado". - Nicholson Baker

Nesse momento, a minha cabeça explodiu!


Parei para pensar que eu sempre comemoro as grandes conquistas e metas que consigo realizar na minha vida.


Além disso, há 3 anos eu estipulei que realizaria pelo menos um sonho pessoal por ano e estou conseguindo cumprir com sucesso!


Mas e as pequenas vitórias do dia a dia? E as pequenas conquistas? Esqueci completamente delas.


Para você ter uma ideia, no dia 31 de outubro de 2018, Breno Vargas e eu batemos a meta financeira que havíamos estipulado para o ano inteiro do MINIMIZA e resolvemos nos presentear com férias.


Cara, batemos nossa principal meta quantitativa com dois meses de antecedência, mesmo sendo uma meta agressiva. Claro que vamos comemorar!!!


Ao fazer uma rápida retrospectiva mental, percebi que fico pensando nos problemas e nas coisas ruins durante muito mais tempo do que agradecendo e comemorando minhas vitórias pessoais e profissionais.


Foi aí que o Diário de Bordo entrou na minha vida naquele mesmo dia, numa terça-feira!


Logo peguei um caderno novinho que comprei em Nova York dias antes e respondi a fatídica pergunta:


Qual foi a melhor coisa que aconteceu hoje?


Desde então, escrevo todos os dias antes de dormir um pequeno parágrafo contando sobre porque sou feliz e tão agradecida por aquela pequena coisa que aconteceu: conquista de um novo cliente, falar ao telefone com os meus pais, comprar uma passagem para ver minha irmã no Rio ou qualquer outra coisa!


Estou tão feliz em agradecer todos os dias que senti uma energia nova em mim.

Mas nesse momento eu me encontro em um grande desafio: meu próximo passo é para de tentar me sabotar, porque desde que comecei sempre me pego pensando:


"Será que amanhã vai acontecer algo bom para eu agradecer?"


E esse tipo de reflexão é o que me faz continuar e tentar enxergar sempre algo bom no meu dia - uma verdadeira reflexão agradável mesmo. Escrever esse artigo para postar no meu blog e no meu LinkedIn já é algo excelente, por exemplo.


E é por isso que vou continuar. A pior coisa que existe é a ingratidão.


Você já tentou algo parecido?

Leia esse e outros artigos no meu LinkedIn.