• Laís Vargas

Os erros que você não pode cometer no LinkedIn


Há mais ou menos dois meses comecei a trabalhar fortemente meu LinkedIn e a extrair o máximo de conteúdo que eu consigo. Devido meus artigos e posts, venho recebendo muitos pedidos de conexões diariamente, vários deles com dúvidas e questionamentos sobre a plataforma.


Alguns perguntam meus “segredos” para ter um bom engajamento, outros pedem para que eu faça uma rápida análise sobre seu perfil e ainda tem a galera que dá feedbacks muito positivos em relação aos meus textos, porém confessam que sentem medo e vergonha de compartilhar seu conteúdo.


De uma forma geral, percebi um padrão e consegui identificar os erros mais comuns a partir das mensagens que recebo diariamente. Pode parecer besteira, mas um conjunto de erros vai levar seu perfil ao fundo do poço – e é aí que as pessoas reclamam dizendo “isso aqui não funciona”.


Nesse artigo vou seguir a mesma linha dos meus outros textos: vou direto ao ponto!


Esqueça a famosa frase "em busca de recolocação". 
Ela não pode ser o seu título!

Recrutadores encontram seu perfil através de palavras-chave que você escolhe para escrever no seu resumo e no seu título.


Pare apenas um minuto para pensar: se você fosse um recrutador buscando um analista de marketing digital, você iria procurar por “marketing digital” ou por “recolocação” no momento da pesquisa?


Entendeu como essa frase não faz sentido e é pouco eficaz?


Pior que colocar essa frase, é simplesmente não colocar nenhuma informação. Perfis com título possuem uma média de 8 vezes mais visualizações, segundo análise realizada pelo próprio LinkedIn.


Mas agora você deve estar se perguntando como escolher o título. Bem, há algumas maneiras de ser feito, entre elas:


A. Colocar apenas seu cargo atual e a empresa que você trabalha. Exemplo: Co-fundadora do MINIMIZA | Apresentações sem firulas.


B. Inserir as palavras-chave referente à posição que você procura. Exemplo: Marketing digital | SEO | Inbound sales | Marketing de conteúdo.


C. Resumir o que você faz em apenas uma frase. Exemplo: Ajudo empresas a se comunicarem melhor através de apresentações de alto impacto.



Não há um jeito mais certo que o outro. Eu mesma estou alterando meu título constantemente, justamente para tentar identificar se uma opção é mais eficaz que a outra. Sugiro que você faça esse teste também, provavelmente há diferença nos resultados a partir da sua área de atuação.


No local destinado ao seu nome e sobrenome, se limite a essas informações.


Vejo muito perfil com emojis ao lado do nome (foguetes, flecha no alvo, computador etc.), entretanto os maiores nomes do LinkedIn não possuem nenhum caractere especial em seu nome. Comecei a reparar nisso depois de fazer parte da primeira turma do curso online do Rodrigo Garçone, fundador da Upgradio. O Rodrigo chamou a atenção para esse ponto e, a partir disso, comecei a reparar esse detalhe em todos os perfis.


Deixe os emojis para seu resumo e suas experiências profissionais, fazendo com que esses textos se tornem mais fluidos e organizados. Eu mesma utilizo os emojis dessa forma, deixando meu perfil um pouco mais visual, separando em parágrafos e evitando os textos corridos.

Além dos emojis, tem muito perfil com a especialização do profissional ao final do nome. Vou dar alguns exemplos:

  • João Rocha, MBA

  • Maria de Almeida, PMP

  • Carla Vitória, PhD

Há uma parte do perfil do seu LinkedIn dedicado apenas à formação acadêmica e cursos, então você não precisa especificar esse título ao lado do seu nome. Talvez você esteja querendo se diferenciar da forma equivocada.


Preencha as informações até receber a indicação de #PerfilCampeão.

Quem consegue enxergar que ter um perfil no LinkedIn é muito mais que ter um currículo online já sai na frente de muita gente. O Brasil é o terceiro país com mais usuários no mundo, por isso é imprescindível se diferenciar!


Na sua página você tem inúmeras seções para preencher e é fundamental escrever em todos os campos possíveis (ou a grande maioria deles). Faça isso com calma e bastante paciência, isso para lembrar de detalhes que talvez, de primeira, não venham à sua cabeça.


Além do seu resumo, experiências profissionais e formação acadêmica, há uma série de informações a serem preenchidas. Entre elas:

  • Cursos livres;

  • Idiomas;

  • Prêmios; e

  • Trabalhos voluntários.

Muitos focam nas experiências profissionais e deixam as demais informações de lado, mas o LinkedIn privilegia quem preenche o perfil com cautela. Inclusive, ainda fornece uma sinalização de “perfil campeão” quando você preenche uma determinada quantidade de campos.


Estagiários e profissionais em início de carreira tendem a ficar desanimados com seus currículos, mas no LinkedIn tem espaço pra todo mundo! É super legal e valorizado pelo mercado colocar projetos que você participou na faculdade, trabalhos voluntários que você exerce, intercâmbios já realizados e os idiomas que você fala.


Não aceite todos os pedidos de conexões
(mas não se limite aos seus amigos)

Sem me dar conta, percebi que defini alguns critérios pra aceitar ou recusar os pedidos de conexões. A plataforma limita um perfil a ter 30 mil “amigos”, então uma hora a fonte vai secar e você não vai conseguir adicionar mais ninguém.


Constantemente meus amigos me perguntam se conheço uma ou outra pessoa que é minha conexão por aqui e sempre respondo a mesma coisa: não conheço 90% delas. Isso aqui não é uma rede social tradicional.


Ao contrário de outras plataformas como Facebook e Instagram, no LinkedIn é totalmente a favor de se conectar com desconhecidos, principalmente para fazer networking.

Afinal, muito provavelmente você não conhece o recrutador que quer marcar uma entrevista com você ou um cliente que deseja experimentar seus serviços, certo?

Uma conexão pode agregar muito! Independente da área ou do cargo, sempre podemos aprender e manter um diálogo para trocar figurinhas. Mesmo em áreas diferentes, alguém da sua rede pode estar passando pela mesma situação que você e o networking funciona para ajudar ambos.


Vou compartilhar os critérios que utilizo para recusar uma solicitação. Ratifico que esses são os meus critérios – não estão certos nem erradossugiro que você defina os seus também.


A. Não adiciono perfis sem fotos;

B. Não adiciono perfis sem descrição no título;

C. Não adiciono perfis com a frase “em busca de recolocação” no título;

D. Não adiciono perfis de outros países em línguas que não faço ideia de como me comunicar (mandarim, finlandês, grego etc.);

E. Não adiciono perfis que enviam uma mensagem automática junto ao convite de conexão (oferecendo seus serviços sem antes estabelecer um diálogo comigo).


O importante de não aceitar apenas amigos é sair da nossa “bolha social” e estar em contato com outras realidades, diversos profissionais e aprender com áreas que não atuamos. Acredite: isso é extremamente válido!


Não envie mensagens padronizadas oferencendo seus serviços
(caso não tenha mantido um diálogo com essa conexão)

Ao solicitar uma conexão, você tem a chance de enviar um inmail, ou seja, uma mensagem personalizada solicitando que essa pessoa faça parte da sua rede. O que muitos profissionais fazem para otimizar seu processo de prospecção de vendas é enviar uma mensagem padrão oferecendo seus serviços e disponibilizando seus contatos.


Antes mesmo de iniciar o diálogo com essa pessoa, você não acha estranho já oferecer seus serviços a ela? É como se você entrasse em uma loja de roupas e o vendedor te abordasse mostrando algumas peças, sem você ter a oportunidade de falar o que quer exatamente, qual é o seu tamanho e a faixa de preço que procura.


Entende como isso é estranho?


Eu simplesmente não respondo essas mensagens. Ao contrário de quem envia uma mensagem de boas-vindas e começa um diálogo legal, despretensioso, pede para eu falar um pouco do meu trabalho com a minha empresa de apresentações e depois fala dos seus serviços.


Isso sim é uma mensagem personalizada e uma abordagem mais próxima e sincera. E é exatamente isso que busco em minhas conexões. Antes de mais nada, seja sincero com você e com as pessoas da sua rede. Não force um contato, deixe a conversa fluir e, depois disso, vá aprofundando nos assuntos que deseja compartilhar com esse contato.


Escreva artigos e posts com frequência
(e sem medo)

Quando resolvi voltar a usar o LinkedIn e utilizá-lo ao meu favor como forma de prospecção de clientes para o MINIMIZA | Apresentações sem firulas, fiz o curso do Matheus de Souza por curiosidade. Fiquei extremamente intrigada em saber como esse nômade digital conseguiu transformar seu sonho em realidade e como saiu de quase zero seguidores no LinkedIn até superar os 100 mil.


O Matheus é gente como a gente. Mais que isso, é um cara gente boa, atencioso e super tranquilo. Em seu curso sobre Estratégias para Produção de Conteúdo no LinkedIn, entendi a importância da constância.


Pouco adianta você seguir todas as dicas anteriores se você não se faz presente na rede ou pouco influencia suas conexões. O LinkedIn, acima de tudo, é uma plataforma de conteúdo, então tem uma galera procurando conteúdo relevante para crescer e evoluir!


Então depois de rever seu perfil, comente as publicações que aparecem no seu feed, por exemplo. Participe de discussões saudáveis, não comente apenas “parabéns pelo seu texto”, acrescente com uma opinião pessoal ou outro ponto de vista. Isso sim é enriquecedor!

Além do Matheus e do Rodrigo, que já comentei nesse texto, adoro o conteúdo de alguns feras:

Independente dos seus interesses no LinkedIn, vale a pena seguir o perfil deles. Seja com artigos, posts e suas próprias empresas, você terá conteúdo de qualidade no seu feed diariamente (e isso é o que busco por aqui todos os dias).

Leia esse e outros textos no meu LinkedIn.